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sábado, 15 de maio de 2010

Couchsurfing


O "couchsurfing" é um projeto de hospitalidade baseado na internet. O nome é uma mistura de "couch" (sofá) e surf. A idéia é criar cadastros de pessoas e famílias dispostas a hospedar viajantes em suas casas e de viajantes. Normalmente o hóspede dorme no sofá.

Ao se cadastrar algumas informações pessoais são colocadas para que seja possível avaliar a personalidade de cada um. Informações comuns são: idade, profissão, interesses, hobbies, histórias de vida e o que procura quando está hospedando alguém ou sendo hospedado. Cobrança de dinheiro é vedada.

O "couchsurfing" conta hoje com quase 2 milhões de usuários ao redor do mundo. O crescimento acompanha o de todas redes sociais. Em países da Europa e nos Estados Unidos, onde a preocupação com segurança não se equipara com o Brasil, o projeto é um enorme sucesso. Para quem viaja é uma ótima oportunidade de viver a cultura e conhecer o cotidiano local, além de ter acesso a dicas de passeios, restaurantes, lojas, transporte, etc.. Como não existe almoço grátis, o viajante não deve encarar a casa do hospedeiro como um quarto de hotel onde vai entrar e sair quando quiser, sujar vasilhas na cozinha e o banheiro, assistir TV até tarde, ... É uma troca onde cada um fala um pouco da sua cultura, podem cozinhar juntos, lavar a louça ou passear junto. Muitas pessoas gostam e outras tantas não. Com o tempo ficam mais ativos as pessoas mais "cabeça aberta", que gostam muito de aprender coisas novas.

No site do projeto existem diversos grupos de usuários que organizam eventos em função de interesses comuns. Existem grupos de usuários de uma mesma cidade que se encontram em bares e fazem passeios juntos. Alguns grupos de usuários de diferentes cidades, ou mesmo países, combinam de viajar para um destino comum na mesma época e encontrarem. Alguns grupos de uma cidade podem entrar em contato com um grupo de outra cidade e combinarem de uns "invadirem" a cidade dos outros.

Algumas medidas de segurança são incentivadas pelos organizadores do site. É possível conseguir um "selo" de confirmação de nome e endereço e os usuários devem analisar cuidadosamente o perfil de um potencial hóspede ou anfitrião. Existe um sistema de referências em cada perfil, escritas por outros usuários, que permite reduzir bastante os riscos. Problemas com segurança são praticamente inexistentes com usuários experientes e qualquer ocorrência com usuários novatos é rapidamente avaliada pelos organizadores.

A revista época já escreveu sobre este site. Existem informações também na wikipedia em inglês e português. Pra quem lê bem em inglês existe um artigo longo aqui. De qualquer forma, vale a pena obter informação direto da fonte: o site www.couchsurfing.com

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ranking dos nomes próprios

Os nomes são fonte de inúmeras conversas em mesas de bares e discussão entre futuros pais. Normalmente existem mais objeções do que preferências. Um dos argumentos mais usados nas discussões é a popularidade de determinado nome e todos sabemos que esta popularidade varia com a época.

O Jorge Furtado encontrou um banco de dados com nomes de brasileiros desde 1900. Observou que nestes 110 anos o nome Maria é o mais popular, disparado, seguido por Ana. Entre os homens a ordem é: João, Lucas, Gabriel e José. Mas é interessante observar como muda a ordem dos nomes mais populares nas diferentes décadas. O Jorge Furtado separou estes dados e fez alguns comentários para tentar explicar os fenômenos, cheios de humor. Vale muito a pena uma visita ao blog dele na pasta que chamou de "Em nome de Maria"

Eu reparei que "Roberto" surge entre os 30 nomes mais populares na década de 20 e permanece até a década de 60. Posso dizer então que quando nasci já estava fora de moda.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quando a ciência encontra a arte

A universidade de Princeton promove uma exposição chamada "Art of Science" em que explora o encontro entre arte e ciência. A exposição deste ano teve o tema "found art" e mostra obras de arte produzidas através de pesquisa científica. O esforço para produzir as obras desta exposicao não deveria ter a intenção inicial de produzir arte, deveriam ser produzidas ao acaso, em uma pesquisa regular.
Imagens são formas comuns de armazenamento e transferência de informações em pesquisa científica. Linhas, formas, cores,... são capazes, muitas vezes, de transmitir resultados de experimentos de forma mais eficiente do que palavras. O ditado que uma imagem vale mais do que mil palavras pode ser aplicado à ciência também. O texto introdutório na página da exposição lembra que algumas vezes, entretanto, uma imagem científica pode transmitir mais do que a soma das suas partes. Um exemplo simples pode ser visto na imagem que ganhou o terceiro lugar na exposição. A imagem foi feita durante o estudo de divisões celulares mas o símbolo de um coração é identificado por qualquer um.


Várias imagens, obtidas através de diferentes técnicas e em diferentes áreas do conhecimento, podem ser vistas clicando-se aqui. A imagem que ganhou na categoria de escolha popular está abaixo. Alguém que trabalhe com filmes para células foto-voltáicas pode enxergar muita informação nesta imagem mas qualquer um pode apreciar a semelhança com penas coloridas.


Uma imagem próxima da minha área de trabalho está abaixo. Ela mostra platina solidificada de uma forma que lembra árvores.

sábado, 26 de julho de 2008

Randy Pausch e a "Última aula"

Randy Pausch foi um Professor em Carnegie Mellon na área de computação. Possuía uma carreira de sucesso e foi diagnosticado com câncer no pâncreas em agosto de 2006. Em agosto de 2007 descobriu que o câncer havia atingido o fígado e que era terminal. Faleceu esta semana, no dia 25 de julho.
Randy Pausch foi selecionado para dar uma palestra, em setembro de 2007, de uma série oferecida pela Universidade Carnegie Mellon chamada "The Last Lecture" (A última aula). Esta série era não técnica e o intuito era que os palestrantes falassem sobre o que tivessem vontade. A palestra do Randy aconteceu um mês depois de descobrir que o câncer era terminal e foi um sucesso enorme. Houve também muitas críticas mas o sucesso o levou a repetir a palestra no show da Oprah (talvez o mais famoso programa de TV americano) e a escrever um livro com um jornalista. O livro foi "Best Seller" e deu alguns milhões para a família do autor.
Minha opinião sobre a palestra é semelhante à do Pedro Dória:
"Alguns desdenham de sua aula pelos lugares comuns que encostam na auto-ajuda.Talvez tenham razão. Mas o que você faria se, repentinamente, tivesse sido diagnosticado com um câncer mortal particularmente agressivo e soubesse com clareza que a vida, agora, se conta em meses e não anos? Pausch encarou de frente e tentou somar, numa aula para seus alunos e colegas, aquilo que fez para ser feliz."

Ele mostra ser um ótimo palestrante: tem boa interação com a platéia, demonstra bom humor e consegue transmitir bem a mensagem. Um trecho interessante é quando ele conta como que a mãe costumava apresentá-lo: -Este é meu filho. Ele é doutor, mas não do tipo que ajuda os outros.
O site da Globo tem uma versão legendada da palestra que pode ser assistida abaixo. Cada um pode formar a própria opinião.


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